Hipotensão arterial após o exercício faz bem a saúde!

Você sabia que a hipotensão pós-exercício (HPE) é um fenômeno normal e importante para a manutenção da saúde?

Muitos não sabem mas após a pratica do exercício físico nossa pressão arterial diminui abaixo dos valores considerados normais para cada pessoa. A HPE pode acontecer em exercícios aeróbicos como a corrida ou em exercícios de resistência como a musculação. Ela é estudada desde 1970 e vários mecanismos foram propostos para explicá-la. De certa forma, esse fenômeno é mais acentuado em pacientes hipertensos e extremamente benéfico para esse grupo de pacientes.

 

Porque a pressão arterial cai após o exercício?

Durante o exercício físico a pressão arterial se eleva bastante podendo chegar até 210x90mmhg o que é considerado normal. (Pacientes com insuficiência cardíaca podem apresentar hipotensão arterial no esforço o que um mal sinal). Quando paramos o exercício a pressão tende a cair progressivamente até valores abaixo do normal para o indivíduo. (A rápida queda da pressão com interrupção do exercício é um ótimo sinal assim como também a queda freqüência cardíaca). A causa da HPE é uma mistura de cascatas complexas que vão desde ações locais como a vasodilatação pelo óxido nítrico até a ação do sistema nervoso central (SNC) que é, atualmente, a mais estudada. A reflexão importante sobre o assunto é que quem faz exercício físico regularmente possui maiores efeitos benéficos da hipotensão pós-exercício e menos chance de desenvolver a hipertensão arterial sistêmica.

 

Adoçantes Artificiais

Adoçantes artificiais: aliados ou vilões?

O consumo de adoçantes artificiais no mundo tem crescido com uma velocidade incrível.. Sendo, entre eles, os mais conhecidos: Aspartame (200x mais doce que o açúcar), Sucralose (600x mais doce que o açúcar) e o Ciclamato (50x mais doce que açúcar)

A indústria de alimentos utiliza cada vez mais essas substâncias, principalmente, com o objetivo ou o slogan de ser “diet” ou “zero açúcar”. Produtos esses muito procurados por pessoas preocupadas com a alimentação, em dietas com restrição de açúcares e praticantes de exercícios físicos.

E é verdade! Quantos de nós aqui damos preferências a alimentos 0% açúcar com adoçantes?

Será que estamos fazendo um bem a nossa saúde ou estamos ingerindo substâncias perigosas que podem aumentar o risco de desenvolvermos doenças?

Primeiro precisamos entender melhor como o nosso organismo utiliza o açúcar (glicose): nossas células utilizam como fonte de energia a glicose que é quebrada, através dos mecanismos intracelulares de glicolise aeróbia e anaeróbia formando, assim, uma molécula chamada ATP (trifosfato de adenosina) que é usada como combustível em todos os processos biológicos das nossas células. Resumindo, sem açúcar (glicose) não há vida celular. Ele é o principal combustível das nossas células. Nosso cérebro e nossos músculos consumem uma grande quantidade de glicose, para isso temos alguns hormônios (em específico a Insulina e o Glucagon) que realizam o controle e equilíbrio perfeito da quantidade sanguínea e intracelular de glicose.

 

O que acontece quando ingerimos adoçantes artificiais?

Quando ingerimos adoçantes artificiais, diminuímos a ingesta de glicose e consumimos mais o estoque reserva de glicose muscular e hepática (glicogênio). Dessa forma, com “menos glicose“ favorecemos outras vias para a produção do ATP que são da proteinólise e lipólise oxidativas, ou seja, quebramos gordura e proteína para produção de energia. O resultado efetivo é a perda de peso já que consumimos mais “gordura“, o uso dos adoçantes, portanto, é muito recomendado para quem é sobrepeso ou obeso e quer perder calorias através da dieta.

No entanto, existem evidências contrárias a essa recomendação, ou seja, que o uso dos adoçantes possa aumentar o ganho de peso e a obesidade. A explicação é que temos no cérebro receptores que controlam o nosso desejo de comer açúcar e quando devemos parar, quando ingerimos alimentos com adoçantes artificiais esse mecanismo não acontece.. Nossos receptores cerebrais, que controlam o apetite, ávidos por glicose acabam por não receber nada. Assim comemos, comemos e comemos.. Apesar de não comermos açúcar acabamos ingerindo muito mais do que precisamos pois “enganamos“ o nosso cérebro com os adoçantes e o estímulo para ingerir glicose aumenta.. Baseando-se nessa teoria, ao invés de estarmos perdendo peso com o uso dos adoçantes artificiais estaríamos na verdade ganhando peso!

 

Diabéticos devem evitar adoçantes?

Outro grande problema que poderia ser causado pelo consumo de adoçantes artificiais é o surgimento da Diabetes. O estímulo para secreção de insulina (hormônio que controla os níveis de glicose no sangue) pelo pâncreas ocorre quando os níveis de glicose no sangue aumentam (a insulina “retira“ a glicose do sangue e realiza a sua entrada nas células). Quando não ingerimos glicose mas sim adoçantes artificiais os níveis de insulina poderiam ficar descontrolados e não sendo eficientes quando ingerirmos glicose. propiciando, assim, o surgimento da Diabetes.

Ainda mais triste é saber que os adoçantes artificias são fabricados a partir do milho e da soja que na maioria dos casos são trangênicos, alguns deles derivam até do petróleo!

Outro fato perturbador é que a indústria alimentar, devido a pressão governamental, principalmente nos EUA e na Europa, está retirando os adoçantes artificias conhecidos dos alimentos. No entanto, eles estão substituindo os já conhecidos por outros que estão “escondidos” nas formulações com nomes que não conseguimos identificar… Então não sabemos nem se o que estamos comprando no mercado para nossa família tem ou não adoçantes.. Parou para pensar nisso?
E agora, devemos parar de consumir adoçantes?

Isso será quase impossível, a não ser que sua alimentação seja 100% sem alimentos industrializados. Uma boa dica é sempre ler com atenção a tabela nutricional dos alimentos que compramos no mercado. Podemos optar por alimentos naturais e orgânicos ou alimentos 0% açúcar mas 0% adoçantes também.

Os benefícios da Melancia

Como a Melancia pode trazer benefícios para saúde?

A melancia é o fruto da planta citrullus lanatus de origem africana que foi trazida para o Brasil no século XVI. Ela possui um alto teor de água (em torno de 90%) e é, também, uma das maiores frutas que conhecemos chegando a ter até 150cm de diâmetro. A melancia é rica em Citrulina um aminoácido não protêico que impulsiona a formação de outros dois aminoácidos: Arginina e a Ornitina.

 

Você sabia que a Citrulina tem relação com melhora da disfunção sexual?

A Citrulina participa do ciclo de formação do óxido nítrico (um potente vasodilatador) que estimula a via cGMP, ou seja, atua no mesmo mecanismo de medicamentos para disfunção erétil como o Viagra, por exemplo, que é inibidor da PDE5.

 

Quais são todos os benefícios da Melancia?

  1. A melancia é rica em vitaminas do complexo B (Niacina, Riboflavina e Tiamina).
  2. Possui altas concentrações de Vitamina A e C
  3. Rica em Ferro, Cálcio, Fósforo e Potássio.
  4. Rica em Citrulina capaz de reduzir a fadiga muscular em exercícios aeróbicos prolongados.
  5. Capaz de aumentar os níveis de hormônio de crescimento em atletas. ✅
  6. Influência os mecanismos de formação e reparação muscular positivamente através da via mTOR
  7. Capaz de reduzir a pressão arterial de pacientes hipertensos pela vasodilatação causada pelo aumento da arginina e consequente formação de óxido nítrico.
  8. Possui propriedade hidratante por ser rica em água e ter concentrações equilibradas de carboidratos.
  9. Capaz de estimular a ereção graças a Citrulina podendo ser usada na disfunção erétil sendo muito eficiente.

 

Mas como eu tenho esses benefícios?

Hipertensos devem consumir 2-3 porções ou sucos da fruta ao dia. Para disfunção erétil o ideal é a suplementação com Citrulina de conforme orientação médica. Para aumento da performance esportiva a suplementação deve ser feita com doses maiores de Citrulina de preferência uma hora antes do treino mas sempre com o acompanhamento do nutricionista.

Inflamação silenciosa

O que é uma inflamação aguda?

Quem nunca se queimou e ficou com a pele vermelha sentindo calor, dor e inchaço? Essa resposta chamada inflamação é conhecida por nós desde tempos ancestrais. Esse mecanismo é causado pela ativação de células do sistema imunológico formando uma estrutura chamada “inflammasome”, ou seja, uma rede de defesa formada por células do sistema imune. De fato, diariamente somos atacados por organismos patogênicos e ativamos nosso sistema imune formando “Inflammasomes” constantemente para nos defender.

 

E o que é uma inflamação crônica e qual sua relação com as doenças degenerativas? 

Outro tipo de inflamação esta sendo reconhecida pela ciência e sendo conhecida como inflamação “silenciosa” ou “crônica”. Surpreendentemente estão sendo observados em estudos científicos formações desses “Inflammasomes” em doenças como o Alzheimer, as doenças cardiovasculares e em processos de envelhecimento precoce. Os mecanismos celulares que causam isso estão intimamente relacionados com nosso estilo de vida e, principalmente, com nossa alimentação.

 

Então, como podemos evitar esse processo?

  1. Evitar uma dieta rica em carboidrato que está intimamente relacionado com lesões do DNA mitocondrial. O metabolismo do açúcar leva ao aumento do processo inflamatório pela via do NF-KB.
  2. Evitar ácidos graxos hidrogenados como os óleos vegetais: canola, girassol, soja, milho. Eles estimulam a produção de “Inflammasomes” e citocinas intracelulares.
  3. Abolir totalmente alimentos que você tenha intolerância da sua alimentação: a inflamação crônica intestinal gera a Disbiose Intestinal e estimula a formação de um “inflammasome” específico chamado NLRP3 que altera os processos de absorção dos nutrientes gerando inflamação generalizado no organismo.
  4. Fazer exercícios físicos todos os dias: estudos mostram efeito antiinflamatório dos exercícios devido a elevação do ácido lático e beta-hidroxibutirato que “desligam” os receptores dos macrofagos impedindo formação de Inflammasomes.

Pílula Anticoncepcional

Existem malefícios no uso das Pílulas Anticoncepcionais?

A pílula anticoncepcional (ACO), ícone do movimento feminista na década de 60 é hoje o contraceptivo de pelo menos 20% das mulheres brasileiras. Sua eficácia é indiscutível, no entanto o uso do ACO deixa varias mulheres em dúvidas quanto ao seu custo benefício?

De fato, o uso do ACO possui benefícios mas, também possíveis efeitos colaterais. Se analisarmos o exame de sangue de uma usuária de ACO, por exemplo, veremos que a produção endógena de estrogênios (estradiol) diminue a quase zero. Além disso, as globulinas ligadoras de hormônios sexuais se elevam devido ao ACO e outros hormônios, como a testosterona, passam a não ser tão eficientes como mostram os estudos de Odling et al e o de Stegeman et al. Ainda, metade das mulheres que usam pílula nos EUA estão sobrepeso como mostra estudo de Kohn et al publicado em 2015.

 

Mas afinal devo ou não usar o ACO?

Para ajudar separei aqui alguns casos onde o uso do ACO deve ser evitado:

  1. Mulheres tabagistas devem evitar o uso do ACO pelo risco de trombose.
  2. Mulheres com histórico familiar de morte precoce por doenças cardiovasculares devem preferir outro método.
  3.  Jovens obesas e com hipotireoidismo devem preferir outro método.
  4. Mulheres que apresentam enxaqueca ou dores de cabeça constantes também devem preferir outro método.

É também verdade que ocorre na mulher a diminuição da massa muscular e pode ocorrer pela diminuição da eficiência androgênica.

 

Pílula Anticoncepcional pode causar câncer?

Apesar de ainda controverso a associação do câncer de mama e o ACO ainda é foco de investigação na literatura científica.

Se você usa ACO ou irá usá-lo tenha sempre o acompanhamento com seu ginecologista e pergunte quais são todas as opções que existem hormonais ou não. Tenha sempre equilíbrio e sabedoria nas suas decisões. Lembre-se que não existe nada mais precioso do que a sua saúde.

Dieta Vegetariana

Quais os benefícios da alimentação vegetariana?

Sim, está cientificamente comprovado que ser vegetariano previne as doenças cardiovasculares, o envelhecimento precoce e até o câncer. Vamos primeiro aos conceitos:

  1. Semi vegetariano: consome carne branca, normalmente de peixe.
  2. Vegetariano: Não consome carne animal. O mais comum é o ovo-lacto-vegetariano que consome ovos, leite e seus derivados.
  3. Vegetariano estrito: não consome nenhum derivado animal na alimentação.
  4. Vegano: não utilizam nada de origem animal – nem na alimentação, nem em produtos, roupas etc. Questão ética.
  5. Crudívoro: consome apenas alimentos crus ou, também chamados, alimentos vivos

 

Vegetarianos podem ter deficiências nutricionais?

A afirmativa de que vegetarianos podem ter deficiência de cálcio é um mito. Os vegetais de folhas escuras são ricos em cálcio sendo, inclusive, melhor absorvido que o cálcio do leite. O mesmo vale para a vitamina C: a alimentação vegetariana é rica nas vitaminas C, E, K e ácido fólico.

Já a deficiência de Vitamina B12 é uma realidade para os vegetarianos. A B12 é encontrada em alimentos de origem animal e é fundamental para a formação das hemácias e para função cerebral. Porém, é possível dosar a B12 em exame de sangue e a reposição é simples. Outra prevalente é deficiência de Ômega 3: os ácidos graxos DHA e EPA são essenciais. Presentes apenas nos peixes e crustáceos. Porém, o ALA é conseguido na linhaça e chia, sendo convertida em parte para EPA E DHA. Outra possibilidade é a deficiência de ferro/baixo estoque de ferritina: as carnes possuem o ferro do grupo heme, sendo a forma de absorção mais rápida. No entanto, o consumo de vegetais verde-escuros juntamente com vitamina C, contribui para a transformação do ferro não heme (vegetal) em ferro heme pelo organismo. Assim, um exame de sangue pode facilmente orientar a conduta médica e nutricional.

 

O que é ser Vegetariano?

Ser vegetariano é ter um estilo de vida que se preocupa com a sustentabilidade, com o planeta, com os animais, respeitando a vida. Respeite seu organismo, sua visão de mundo, mas nunca se esqueça do acompanhamento com médico e nutricionista para a saúde plena.

Dieta Cetogênica

Você conhece a alimentação Keto ou Cetogênica?

Primeiro precisamos entender quais são os tipos de dieta Cetogênica:

  1. Cetogênica clássica -> consiste no consumo de 75% a 80% de alimentos ricos em gordura e o restante de proteínas e carboidratos. Usada desde 1921 pela conceituada Mayo Clinic para tratar epilepsia.
  2. Cetogênica Atkins -> diferente da clássica o consumo de alimentos ricos em gordura é de 65%, permite maior consumo de proteínas e até 20g carboidratos. Usada pela equipe do hospital Johns Hopkins.
  3. Cetogênica TCM -> consiste no consumo de menor quantidade de alimentos ricos em gordura, maiores proporções de proteína e carboidratos. Isso graças ao consumo de pelo menos 50 a 60% de óleos ricos em triglicérides de cadeia média como o óleo de coco extra virgem.

 

A dieta cetogênica pode ser usada para tratar a epilepsia?

Diversos estudos comprovam a eficácia para tratamento da epilepsia em crianças e adultos. É usada por centros na Europa e nos EUA. Mas deve sempre ser feita sob supervisão médica.

 

Pode ser usada no tratamento do câncer?

Em todo mundo centros médicos associam essa alimentação aos pacientes com câncer. Isso se deve ao fato da célula cancerígena utilizar apenas glicose (carboidrato) e glutamina (proteína) para sua sobrevivência.

 

A dieta cetogênica pode fazer mal e até causar cetoacidose?

A dieta cetogênica personalizada feita com indicação por um nutricionista não causa cetoacidose. O que ocorre é a cetose, ou seja, aumento da dos corpos cetônicos (acetona, ácido acetoacético e hidroxibutirato). Esse mecanismo é fisiológico e não traz risco ao paciente. No entanto, diabéticos devem evitar a alimentação cetogênica sem orientação médica.

 

A dieta cetogênica é a alimentação mais saudável?

Como a Paleo, a cetogênica não é uma alimentação sustentável devido aos altos custos. Além disso, ela favorece a degradação do meio ambiente e uso de cativeiros (ex: criações de salmão). Dessa forma, ela não deveria ser feita por qualquer pessoa. É comum, em alguns casos, ocorrer constipação intestinal, litíase renal, diminuição crescimento em crianças e elevação do ácido úrico. A alimentação cetogênica deve ser feita apenas com objetivos específicos e sempre com acompanhamento médico e do nutricionista. Tenha sempre equilíbrio nas suas escolhas!

Dieta Paleo

O que é a alimentação Paleo ou Paleolítica?

A famosa dieta “Paleo” ficou conhecida na década de 70 e se popularizou após o livro “The Paleo Diet” publicado em 2002. Primeiro precisamos entender o conceito: É uma alimentação baseada na nutrição dos ancestrais do ser humano que viveu antes de 10.000 a.c. Eles eram caçadores/coletores que consumiam carnes e vísceras animais, peixes, vegetais, frutas e castanhas. Ou seja, eles não cultivavam nada. A Paleo baseia-se na teoria que o ser humano moderno não estaria geneticamente adaptado para metabolizar os alimentos industrializados, os processados e os alimentos cultivados.

A afirmativa de que a dieta Paleo segue exatamente a alimentação ancestral é falha. Muitos dos alimentos contidos na dieta Paleo não existiam em 10.000 a.c. como o brócolis, couve-flor, repolho e outros alimentos sofreram modificação ao longo dos anos, tornando impossível reproduzir fielmente o que era feito.

A dieta Paleo emagrece?

A dieta Paleo realmente favorece o emagrecimento pelo fato de não incluir o consumo de produtos processados, grãos (ex: trigo), óleos, açúcar, sal, álcool e até o café. A Paleo é rica, também, em algumas vitaminas em especial a vitamina K2. A Menaquinona (MK-7) que está associada em estudos com prevenção de doenças cardiovasculares, osteoporose e sua deficiência favorece o envelhecimento.

A dieta Paleo é pobre em fibras?

A afirmativa de que a dieta Paleo é pobre em fibras é falha. Na Paleo é permitido o consumo de alimentos ricos em fibra como vegetais, verduras e castanhas. No entanto, devemos alertar que a Paleo não é uma alimentação sustentável, pois utiliza muita carne animal, o que não é viável pelo número da população mundial e a carne dos nossos animais atuais não é a mesma de antigamente, pois são criados em cativeiro com ração a base de soja. Fora isso, nosso intestino não é adaptado para o excesso de carne, já que intestinos de carnívoros são curtos e o nosso é longo, sem contar o alto custo financeiro e hídrico da pecuária.

A dieta Paleo pode ser feita por qualquer pessoa?

A Paleo não pode ser feita por qualquer pessoa sob risco do desenvolvimento de hiperuricemia e não deve ser feita por crianças. A melhor experiência nesta alimentação é a consciência de não comer alimentos processados. Equilibro sempre é o ideal, por isso busque a orientação do seu  nutricionista.

Tudo sobre Água Alcalina

Você sabia que 70% do seu corpo é água?

Você já parou para pensar na qualidade da água que você bebe todos os dias? E você sabia que a maioria das águas minerais tem o PH mais ácido do que o seu sangue!? Você está bebendo água da torneira no filtro e acha que está batendo um bolão? Então está na hora de você conhecer a Água Alcalina!

 

A água é a base da vida em nosso planeta, ela está presente em quase todos os elementos que conhecemos. E no nosso corpo não é diferente, somos formados por 70% de água, 20% matéria orgânica e 10% de minerais. Por isso, há muitos anos a comunidade científica tenta compreender como a composição da água pode influenciar a nossa saúde.

De fato, se pararmos para pensar, alguns dos minerais mais importantes para o nosso organismo são obtidos através do consumo da água como, por exemplo, o magnésio, o cálcio e o potássio. No entanto, a água também pode ser uma fonte de toxinas e metais pesados que podem interferir na nossa saúde. A água encanada, por exemplo, possui altas quantidades de cloro para eliminar bactérias e podem estar contaminadas com metais pesados.

 

A água é a fonte da vida!

Quando temos uma infecção grave, por exemplo, fatores inflamatórios e toxinas estão elevados no sangue, o PH sanguíneo diminui (<7,5) e inicia-se assim a acidose metabólica. Nesses casos ocorre elevação do lactato sanguíneo e o tratamento inicial é o famoso soro fisiológico, ou seja, a água!

Somos verdadeiros aquários ambulantes. Se um peixe está doente a gente troca a água e não o aquário. O mesmo acontece com o nosso corpo. Se você está hidratado com uma água de melhor qualidade, a sua saúde melhora

 

Mas o que é água alcalina?

A água alcalina possui um PH superior a 7,5, idealmente entre 8 e 10 sendo superior ao PH do corpo humano que é de 7,5. Ela deve possuir também baixo teor de cloro, de flúor e não possuir metais pesados.

 

Qual a diferença da água alcalina para a água mineral de garrafa?

Para se ter uma idéia a maioria das águas minerais vendidas possuem um PH menor do que 7,5, ou seja, são mais ácidas do que o nosso sangue. Além disso, existe a adição do flúor e a contaminação pelo Bisfenol (toxina presente no plástico). Uma boa dica é sempre verificar o rótulo das águas minerais e ver o PH da água que você está comprando.

 

Como a água alcalina pode melhorar a saúde do meu coração?

A relação da água alcalina com doenças cardiovasculares é estudada desde a década de 80, posso citar dois estudos de Eisenberg et al. (1986 e 1986) que demonstram íntima relação da deficiência de magnésio com arritmias cardíacas e a ocorrência de morte súbita cardíaca. Estudos mais recentes também mostram que a água alcalina pode diminuir a pressão arterial devido a presença de altas quantidades de magnésio. É o que mostra o estudo Barbagallo et al. (2010) onde indivíduos idosos com diabetes tiveram melhora da função endotelial e maior vasodilatação arterial com consumo da água alcalina. Outro estudo de Rylander et al. (2004) publicado no BMC Public Health Journal mostrou que pacientes com deficiências de magnésio e cálcio tiveram melhora da pressão arterial sistêmica após tratamento com água alcalina. Ainda, uma recente meta-analise de Larsson et al. (2012) publicado no American Journal of Clinical Nutrition mostrou que o consumo regular de magnésio foi inversamente proporcional a ocorrência do acidente vascular cerebral (AVC). Nesse estudo com mais de 200 mil indivíduos mostrou que o consumo de magnésio (presente na água alcalina) está associado com uma redução de 8% do risco total de ter um AVC.

 

Como a água alcalina pode prevenir a osteoporose?

 

Existe uma grande relação do PH ácido com a osteoporose. Os nosso metabolismo ósseo é extremamente sensível as alterações de PH sanguíneo. Dessa forma, quanto mais ácido é o PH maior a reabsorção óssea como mostra os estudo de Burckhartd et al. (2009) onde o consumo de água alcalina diminuiu os níveis de PTH (hormônio responsável por elevar a reabsorção óssea). Ainda, o estudo de Buclin et al. (2001) revelou que uma dieta rica em alimentos ácidos aumenta e excreção de cálcio pela urina proveniente da reabsorção óssea.

 

Como eu avalio a qualidade de uma água alcalina?

 

Ela precisa ser: inodora, incolor, insípida, ter PH entre 8 a 10, ter uma boa combinação de minerais como cálcio, magnésio e potássio, ter alta condutividade elétrica e alto poder de hidratação, ou seja, ter baixa tensão de superfície.

 

Como eu consigo a água alcalina?

 

Atualmente no Brasil estão disponíveis no mercado algumas águas minerais alcalinas. Além disso, existem filtros específicos que transformam a água da torneira em água alcalina através de uma série de filtros específicos.

 

Lembre-se que a sua saúde e da sua família dependem de você! Seja consciente nas suas escolhas, veja os rótulos dos produtos no mercado, pesquise quais os melhores produtos e quais são os mais saudáveis. Por isso, questione sempre e traga equilíbrio para a sua vida.

 

Bibliografia:

1 – Diet Acids and Alkalis Influence Calcium Retention in Bone – T. Buclin; M. Cosma; J. Biollaz Osteoporosis Internacional Journal. June 2001, Vol 12, pp 493-499

2 – Alkaline mineral water lowers boné resorption even in calcium sufficiency – E. Wynn; P. Burckhardt – Bone Journal. January 2009, Vol 44, pp 120-124

3 – Oral magnesium supplementation improves vascular function in elderly diabetic patients – M. Barbagallo, J. Dominguez, A. Galioto, A. Pineo, M. Belvedere. Magnesium Research 2010; 23 (3): 131-7

4 – Magnesium Metabolism in Hypertension and Type 2 Diabetes Mellitus – M. Barbagallo; J. Domingues; R. Lawrence American Journal of Therapeutics. August 2007 – Volume 14 – pp 375-385

5 – Dietary magnesium intake and risk of stroke: a meta-analysis of prospective studies – S. Larsson; N. Orsini and A. Wolk. Am J Clin Nutr February 2012 vol. 95 no. 2 362-366

6 – Comparison of the Mineral Content of Tap Water and Bottled Waters – A. Azoulay; P. Garzon; J. Eisenberg – Journal of General Internal Medicine 2001 Volume 16, Issue 3, pages 168–175.

Os benefícios do Abacate!

Você sabe quais são todos os benefícios do Abacate?

Afinal ele pode engordar ou ajuda no emagrecimento? Um alimento completo que está cercado de mitos. De fato o abacate é um alimento muito rico, o estudo de Fulgoni et al (2010), por exemplo, mostra que meio abacate possui 5.0ug de Vit A, 6mg de Vit C, 1,3mg de Vit E, 14ug de Vit K1 e 0,2mg de Vit B6.

Abacate é rico em gorduras boas!

O estudo de Dreher et al (2013) publicado na Food Science nas Nutrition mostra que o abacate possui 71% de gordura monoinsaturada, 13% gordura poliinsaturada e 16% de gordura saturada. A afirmativa de que o abacate engorda é um mito. O estudo de Rastollo et al (2008) mostra que consumidores de abacate possuem maior colesterol HDL (bom), menor peso, menor medida de cintura abdominal e menor índice de massa corporal.

Consumir abacate pode auxiliar na constipação!

O estudo de Unlu et al (2005) mostra que o abacate possui 6,8% de fibras e 72% de água na sua composição o que auxilia o trânsito intestinal e ajuda no tratamento da constipação. Lembrando que devemos sempre buscar orientações individualizadas de nutricionista e médico.