Óleos vegetais: bons ou ruins?

Os óleos vegetais afinal são bons ou ruins para nossa saúde?

Primeiro vamos conhecer os principais óleos vegetais:

  1. Óleo de Girassol, canola, soja e milho são ricos em gorduras POLIINSATURADAS como o Omega 6 (possuem Duas ou mais duplas ligações entre os carbonos das moléculas).
  2. Óleo de olivas (azeite), abacate, amêndoas e castanhas são ricos em gorduras MONOINSATURADAS como Omega 9 (possuem apenas uma dupla ligação na molécula).
  3. Óleo de coco é rico em gordura SATURADA (não possui dupla ligações nas moléculas).

 

Quais os motivos para EVITAR o consumo dos óleos poliinsaturados?

Para começar precisamos saber que “óleo de canola“ não existe… É uma sigla para “canadian oil low acid”. Esse óleo na verdade deriva da Colza um tipo de mostarda que possui ácido erúcico que é prejudicial para o nosso organismo. Nenhum inseto ou animal ingere essa planta.

Óleo de girassol, soja e milho são ricos em ácido linoléico (omega 6) compondo 90% da nossa dieta… De fato, hoje em dia consumimos 30 VEZES mais Omega 6 do que nosso ancestrais.. Isso é totalmente pró-inflamatório -> Omega 6 em excesso forma ácido araquidônico que através das enzimas ciclo-oxigenase e lipoxigenase formam Tromboxane A2 e Prostaglandinas 2. Essas últimas são agentes relacionados com processos inflamatórios crônicos, ou seja, lesão tecidual principalmente no endotélio dos vasos sangüíneos…

 

Prefira o azeite de oliva e o óleo de coco!

O contrário acontece com os óleos MONOINSATURADAS, como o azeite de oliva que possui efeito sinérgico na redução de processos inflamatórios com a formação de Prostaglandinas 1 e Leucotrienos 1 Mas o azeite deve ser usado frio, ele não deve ser usado para frituras. Temperaturas acima de 150C causam oxidação, o calor faz com que os ácidos graxos do azeite reajam com o oxigênio formando aldeídos e peroxidos…

O óleo de coco é uma exceção entre os óleos vegetais pois é 86% constituído por gorduras SATURADAS assim como as gorduras animais como a banha de porco. Ambos resistem ao calor e devem ser a escolha em grelhados e frituras! Traga a gordura boa para a sua vida e sempre com a orientação do seu nutricionista.

Carnes processadas

O consumo de carnes processadas e o risco de câncer?

A associação entre o câncer e o consumo das carnes processadas como o bacon, linguiças e salsichas está sendo destaque no mundo. Mas será que o consumo de carnes “in natura” também estaria relacionado com câncer⁉

O que são consideradas carnes processadas?

Primeiro precisamos entender a definição de carne processada: “qualquer tipo de carne que tenha sido TRANSFORMADA com sal, defumação, fermentação, recebe aditivos e/ou conservantes” Carnes processadas: bacon, hambúrguer, blanquet de peru, salsichas e linguiças.

Carne processada pode então causar câncer?

De fato, uma revisão da OMS sobre diversos estudos classificou a carne processada como risco 1 para o câncer semelhante, por exemplo, ao tabaco e ao amianto. Substancias químicas decorrentes do cozimento da carne pode estar relacionado com câncer como mostra o estudo de Trudo et al (Current Nutrition Report 2015) evidencia que o cozimento em altas temperaturas das carnes vermelhas, carne de peixe ou aves forma Aminas Heterocíclicas e Hidrocarbonos Aromáticos Policlíclicos que causam inflamação, estresse oxidativo no organismo e possuem potencial mutagênico no DNA e originar o câncer.

Carne “in natura“ tem relação com câncer?

Apesar da classificação da OMS alguns estudos como de Bernstein et al (Plos One 2015 – fator de impacto: 3.23) mostram que o consumo de carnes não processadas (vaca, porco, cordeiro, carneiro, cavalo e cabra) ainda NÃO está relacionado com câncer.

Devemos então evitar o consumo das carnes?

A diminuição do consumo de carnes é um processo evolutivo do homem moderno onde a prioridade é a conservação do meio ambiente e na erradicação do sofrimento animal. Mas atualmente existem outras linhas como as que defendem o consumo da carne crua quando de origem controlada. Outra questão importante é que o potencial cancerígeno parece não estar nas carnes em si mas na adição de conservantes químicos, como nitrato e o nitrito de sódio, substâncias que deveriam ser proibidas e que estão presentes nas carnes processadas. Por isso, equilíbrio nas escolhas é fundamental para uma vida saudável. Consulte sempre seu nutricionista.

Menopausa! E agora?

O que é a Menopausa?

Um dos momentos mais difíceis da vida da mulher é a menopausa. Esse termo marca o dia em que a mulher “para de menstruar“. Mas, muitas vezes, ela é confundida com o climatério que efetivamente é o período pelo qual a mulher passa por irregularidades menstruais, insônia, perda da libido, irritabilidade, alterações de memória, etc.

 

Porque a reposição hormonal foi relacionada com Câncer?

O tratamento da menopausa é controverso até hoje e, por isso, sofreu diversas modificações nos últimos anos. Para fazer um paralelo histórico vamos voltar em 2002 ano em que foi publicado o estudo WHI que levantou suspeitas da relação entre a reposição hormonal com Estrogênio Equino Conjugado (Premarin) + Medroxiprogesterona (Provera) e o aumento da ocorrência de câncer (em especial o de mama)… Claro que desde então a queda no uso de hormônios para tratamento da menopausa foi de 80%.

 

Como então podemos tratar a Menopousa?

Recentemente, com o advento dos hormônios base ou isomoleculares a terapia de reposição hormonal (TRH) ganhou um novo capítulo. A revista médica de maior prestígio no mundo, o New England Journal of Medicine publicou em 2016 uma ótima revisão mostrando a importância do tratamento hormonal e não hormonal na menopausa. De forma interessante o artigo comenta que o estudo WHI foi feito com mulheres em idade média de 63 anos, fora da realidade do tratamento de hoje que está sendo feito em mulheres entre 40 e 50 anos. Outro fato, também apresentado pelo artigo, é sobre o desuso dos derivados hormonais: Estrogênio Equino Conjugado (Premarin) + Medroxiprogesterona (Provera) e, também de sua via de administração: a oral. O que contrasta em absoluto com o crescimento do tratamento hormonal com hormônios base por via transdermica (gel) como cita o próprio artigo.

 

Qual o custo x benefício?

A maior reflexão que devemos fazer é o quanto essas mulheres não tratadas (com hormônios ou não) podem estar sofrendo com os sintomas da menopausa, entre eles: insônia, perda da libido, irritabilidade, alterações de memória, perda da produtividade e etc… Sintomas estes que podem trazer consequências catastróficas para a vida das mulheres que possuem um cargo de responsabilidade no trabalho, um relacionamento estável, estresse com filhos na adolescência, familiares idosos… Enfim, qual o próximo passo para as mulheres? Não tenho dúvidas que podemos e devemos fazer muito por elas! A terapia de reposição hormonal não é para qualquer mulher, existem indicações e contra-indicações, por isso, tenha sempre o acompanhamento médico.

Pura Vida

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Estresse e atividade física em excesso podem aumentar a queda de cabelo

A queda capilar (alopecia) pode ocorrer em qualquer idade, com surgimento agudo ou gradativo, apresentando-se com diminuição da densidade capilar de forma generalizada ou em pequenas áreas. Dentre todas as formas, a mais identificada é a alopecia androgenética, que no homem se inicia na região frontal e, posteriormente, acomete o topo da cabeça (região da “coroa”). Já nas mulheres, a queda normalmente se inicia na linha média da cabeça e se expande lateralmente.

Inicialmente, começamos a observar cabelos demais no chão do banheiro, no pente, após nos pentearmos, e no travesseiro. Começamos a encontrar cabelos demais em qualquer lugar, menos aonde deveriam estar, e é aí que vem o desespero!

Podemos dividir a origem da alopecia em quatro grandes grupos:
Inflamatórias: por exemplo, a alopecia areata, que afeta 50% dos homens em algum momento da vida.
Genéticas: aquelas herdadas dos nossos antepassados, por exemplo a alopecia androgenéticaAmbientais: associadas aos hábitos de higiene, hábitos alimentares, profissão e prática de esportes
Hormonais: associadas a doenças da tireoide e outras, que cursam com sensibilidade aumentada do folículo piloso a certos hormônios produzidos pelo nosso organismo

Ao contrário do que se pensava anteriormente, estes quatro fatores tendem a estar associados. A alopecia costuma ter um agente principal, combinado em maior ou menor grau com outro. Por exemplo, um paciente pode ter uma alopecia androgenética agravada pelo estresse, porpraticar exercícios físicos exageradamente ou por métodos de higiene inapropriados. A partir daí, surgem infinitas combinações que poderão ser identificadas apenas por um profissional qualificado, que dedique tempo, paciência e escuta ao seu paciente.

Outro tipo de alopecia difusa é o eflúvio telógeno (ET), que apresenta-se com ciclos capilares anormais. Ou seja, o pelo que deveria estar em fase de crescimento (fase anágena) passa rapidamente para fase de queda (fase telógena). O que produz uma queda abrupta e abundante de cabelos (mais de 200 hastes ao dia) de dois a três meses após o estimulo desencadeante.

Provavelmente, o ET é a forma mais comum de perda capilar difusa entre homens e mulheres. observada pelos dermatologistas. O ET apresenta diversos fatores desencadeantes, como estresse,desequilíbrios endócrinos, deficiências nutricionais, medicamentos, etc. Em aproximadamente 30% dos pacientes, a causa não é identificada, mas a evolução do quadro é autolimitada.

Quando o assunto são as mulheres, observamos casos de alopécia por ET associada ao estresse, também ao uso exagerado de substâncias químicas para o cabelo, uso contínuo de medicamentos para doenças crônicas e prática exagerada de exercícios físicos. Além disso, alguns estudos mostram a relação entre a queda capilar com intoxicação por metais pesados como chumbo e o cádmio que são muito prevalentes na nossa população.

Segundo o dermatologista e tricologista Misael do Nascimento, “o primeiro passo no tratamento é descobrir a causa. Para isso, médico e paciente precisam resgatar na memória todos os eventos importantes ocorridos nos três meses que antecederam a queda capilar. Após a suspensão do agente causal, como em todo tratamento de alopecia, é preciso ter paciência para se obter um bom resultado terapêutico. A boa notícia é que, hoje em dia, esse tempo de espera pode ser reduzido com o auxílio dos tratamentos orais e tópicos estimulantes do crescimento capilar, que comprovadamente melhoram muitos casos de alopecia.

Vale ressaltar que alguns nutrientes são essenciais para o crescimento capilar e são bem descritos na literatura científica, como Ômega 3 & 6, Ferro, Vitamina B12 (cobalamina), Zinco, Biotina, Vitamina D e Vitamina E.

É importante lembrar que a identificação precoce da causa da alopécia é fundamental. Além disso, uma história clínica colhida pelo médico e uma avaliação laboratorial completa são importantes para exclusão de causas endócrinas, nutricionais e/ou autoimunológicas para a queda capilar. Essas medidas auxiliam o médico para que seja feito o tratamento específico o quanto antes, a fim de evitar as estratégias terapêuticas mais agressivas.

Bibliografia:
Deo K et al. Observational Study of Acquired Alopecias in Females Correlating with Anemia and Thyroid Function. Dermatol Res Pract. 2016 (2016:6279108).

Abdel A. et al. Possible Relationship between Chronic Telogen Effluvium and Changes in Lead, Cadmium, Zinc, and Iron Total Blood Levels in Females: A Case-Control Study. Int J Trichology. 2015 Jul-Sep;7(3):100-6.

Malkud S. Telogen Effluvium: A Review. J Clin Diagn Res. 2015 Sep;9(9):WE01-3. 

Matsumura H et al. Hair follicle aging is driven by transepidermal elimination of stem cells via COL17A1 proteolysis. Science. 2016 Feb 5;351(6273):aad4395. 

Ablon G et al. A Randomized, Double-blind, Placebo-controlled, Multi-center, Extension Trial Evaluating the Efficacy of a New Oral Supplement in Women with Self-perceived Thinning Hair. J Clin Aesthet Dermatol. 2015 Dec;8(12):15-21. 

Betz R. et al. Genome-wide meta-analysis in alopecia areata resolves HLA associations and reveals two new susceptibility loci. Nov 2014. Nature. doi:10.1038/ncomms6966

Entenda qual a importância de saber seu V02 máximo antes de se exercitar

O VO2 máximo também chamado de consumo máximo de oxigênio representa a capacidade aeróbica máxima de um indivíduo. Na tradução, o VO2 seria a maior capacidade de oxigênio que uma pessoa consegue utilizar do ar inspirado enquanto faz um exercício físico aeróbico. Ele pode ser estimado por uma série de testes e fórmulas, mas seu valor exato só pode ser medido através do Teste Cardiopulmonar do Exercício (TCPE) também conhecido como Ergoespirometria. Esse exame feito pelo Cardiologista ou Médico do Esporte, acopla os dados obtidos no tradicional Teste Ergométrico, a análise dos gases expirados durante o exercício.

Além do consumo direto do oxigênio, o TCPE fornece variáveis que adicionam diversas informações sobre as respostas dos sistemas cardiovascular, respiratório, vascular pulmonar e muscular esquelético ao estresse físico, tendo especial valor na prescrição mais precisa de exercícios físicos aeróbicos e em pacientes com doenças cardiovasculares.

Qual o valor normal do VO2?
Para explicar melhor vamos considerar um indivíduo em repouso, lendo um livro, por exemplo. O VO2 desse indivíduo em repouso poderia ser estimado em aproximadamente 3,5 ml/(kg.min) o que é também chamado de 1 MET.

O MET ou equivalente metabólico é uma unidade que representa o consumo de oxigênio no repouso, ou seja, 1 MET = 3,5 ml/(kg.min). No entanto, esse valor pode variar muito entre as pessoas devido a idade, sexo, hábitos, hereditariedade e condicionamento cardiovascular.

Espera-se de um homem saudável que ele alcance no esforço um VO2 máximo em torno de 35 a 40 ml/(kg.min), ou seja, 10 vezes o VO2 de “repouso“ (ou 10 METS).

Atletas de elite chegam a alcançar um VO2 máximo de 70 ml/(kg.min), ou seja, conseguem aumentar em até 20 vezes o VO2 de repouso. Já as mulheres possuem tipicamente um VO2 40-60% menor do que os homens, em torno de 27 a 30 ml/(kg.min). Vale lembrar que o VO2 máximo pode aumentar com o treinamento e diminuir com a idade.

 Quem precisa fazer um Teste Cardiopulmonar do Exercício para medir o VO2?
– Atletas amadores para prescrição adequada de exercícios
– Atletas profissionais para acompanhamento de treinamento
– Pessoas com queixas de cansaço ou falta de ar no exercício.
– Avaliação de resposta de medicamentos (em hipertensos, por exemplo)
– Para prescrição de exercícios para cardiopatas ou pneumopatas
– Seleção de pacientes para transplante cardíaco ou pulmonar
– Avaliação da gravidade e prognóstico da insuficiência cardíaca ou pneumopatias crônicas.
– Grandes obesos e aqueles que vão ser submetidos a cirurgia bariátrica
– Para risco cirúrgico ou pré-operatório

Pacientes com doenças arteriais dos membros inferiores com um VO2  baixo podem ter alguma doença no coração?

Durante o esforço é normal que o consumo de oxigênio suba progressivamente em qualquer indivíduo. Quando isso não acontece, o médico deve investigar, principalmente, doenças como a insuficiência cardíaca e as doenças pulmonares (pneumopatias crônicas). Segundo a classificação da American Heart Association (AHA) um VO2 pico <20 ml/(kg.min) já pode significar doença.

VO2 máximo é a mesma coisa que Limiar Anaeróbio?
Não, o Limiar Anaeróbio (LA) ou 1º Limiar Ventilatório é o ponto do exercício no qual inicia-se o acúmulo de lactato no sangue, com conseqüente tamponamento pelo sistema do bicarbonato, elevação da produção de gás carbônico (VCO2) e necessidade de aumento da ventilação para a sua excreção. Ao contrario do que se pensa, no exercício respiramos mais rápido não porque precisamos de mais oxigênio mas para retirar o CO2 produzido pelas células.

Há também o 2º Limiar Ventilatório, ou Ponto de Compensação Respiratória, que é o momento no qual se detecta a incapacidade do sistema metabólico em tamponar a acidose progressiva, resultando na necessidade de se excretar maior quantidade de CO2 através de maior hiperventilação.

Porque o VO2 e o Limiar Anaeróbio (LA) são importantes para prescrever o exercício?
Os limiares 1º e 2º são importantes para a prescrição do exercício pois realizá-lo muito abaixo do 1º Limiar não promove condicionamento, e muito próximo ou acima do 2º Limiar traz o risco de se trabalhar em acidose descompensada, o que não é saudável. O percentual do VO2 no LA está em torno de 50% do VO2 máximo em indivíduos normais, elevado a mais de 70% em atletas e rebaixado a cerca de menos de 30% em doentes graves.

O Teste Cardiopulmonar do Exercício só serve para medir o VO2?
Não, além da avaliação do VO2 máximo, do LA e do Ponto de Compensação respiratória, o exame avalia o comportamento da pressão arterial antes, durante e após o exercício. Avalia também a variação da frequência cardíaca no esforço e na recuperação, podendo ajudar no diagnóstico da asma induzida pelo exercício e as alterações patológicas cardiovasculares como o infra-desnivelamento do segmento ST e as arritmias cardíacas malignas. Além disso, diversas variáveis são avaliadas pelo médico no TCPE como o Pulso de Oxigênio, os equivalentes ventilatórios VE/VCO2 e VE/VO2, VE/CO2 Slope, a Reserva Ventilatória,  o T ½, entre outros…

Vou iniciar um treinamento ou quero emagrecer, vale a pena fazer um TCPE?
Sim, o mais importante é que o TCPE vai excluir possíveis contra-indicações que você possa ter para fazer exercício, principalmente os de alta intensidade. O Teste agregará segurança não somente para você, mas também para toda equipe de profissionais que lhe acompanham (médicos, nutricionistas, educadores físicos e o fisioterapeutas). Além disso, com a realização de exames seriados é possível que você avalie e quantifique a melhora da sua performance.

Bibliografia:
AHA Scientific Statement – Exercise Standards for Testing and Training. Gerald F. Fletcher; Gary J. Balady, MD; Ezra A. Amsterdam. March 3, 2015.
Descomplicando a Ergoespirometria para o Cardiologista Clínico – DERCAD/RJ – SOCERJ – Fernando Cesar de Castro e Souza. Volume 7, 2010
Arena A, Myers J, Aslam SS, et al. Peak VO2 and VE/ VCO2 slope in patients with heart failure: A prognostic comparison. Am Heart J 2004;147:354–60.
Corrà U, Mezzani A, Bosimini E, et al. Ventilatory response to exercise improves risk stratification in patients with chronic heart failure and intermediate functional capacity. Am Heart J 2002;143:418-26.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. Development of a ventilatory classification system in patients with heart failure. Circulation. 2007;115:2410-2417.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The Ventilatory classification system effectively predicts hospitalization in patients with heart failure. J Cardiopulm Rehabil 2008;28:195–198.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The partial pressure of resting end-tidal carbon dioxide predicts major cardiac events in patients with systolic heart failure. Am Heart J 2008;156:982-88.
Sun X-G, Hansen JE, Beshai JF, et al. Oscillatory Breathing and Exercise Gas Exchange Abnormalities Prognosticate Early Mortality and Morbidity in Heart Failure. J Am Coll Cardiol 2010;55:1814–23.
Klainman E, Fink G, Lebzelter J, et al. The relationship between left ventricular function assessed by multigated radionuclide test and cardiopulmonary exercise test in patients with ischemic heart disease. Chest 2002;121:841- 845. 8. Belardinelli