Alergia, doença ou sensibilidade: entenda as diversas reações ao glúten

Quando o assunto é o glúten podemos esperar discussões acaloradas e diversas opiniões, muitas delas divergentes, sobre os seus possíveis malefícios para a saúde. Esse fato gera muitas dúvidas na população e até entre profissionais da saúde que não conseguem chegar a uma opinião concreta baseada em evidências científicas.

Mas afinal o que é o glúten?

O glúten é uma proteína amorfa encontrada no trigo, no centeio e na cevada. O mais consumido deles é o trigo, e nele o glúten é formado, ao contrário do que se pensa, pelo processo de mistura e aquecimento das prolaminas (gliadina e a glutenina) com a água.

O glúten é considerado um dos maiores componentes alimentares que podem deflagrar um sintoma gastrointestinal.

De fato, o estudo publicado em 2011 no “American Journal of Gastroenterology” diz que “mesmo em pacientes sem doença celíaca, a ingestão do glúten pode causar sintomas gastrointestinais como dor, distensão abdominal, alteração de consistência fecal e cansaço”. Além dos sintomas gastrointestinais, parece haver uma relação do glúten com o sistema imune a nível global, o que pode explicar a ocorrência de sintomas extraintestinais relacionados com o glúten como: cefaléia, eczema ou rash cutâneo, fadiga crônica, depressão, anemia e dores articulares como mostra o estudo de Sapone e colaboradores publicado em 2012.

O glúten pode ser encontrado em alimentos como: farinha de trigo; cerveja; pães, torradas e pizzas; bolos e tortas; biscoitos, bolachas e cookies; doces e barra de cereais; cereais matinais; massas e macarrão instantâneo; molhos e temperos industrializados (tomate, molho de soja); salgadinhos e batata frita; maioria dos produtos com soja; alguns queijos, maionese e ketchup; carnes processadas e salsichas.

ALERGIA AO TRIGO, DOENÇA CELÍACA E SENSIBILIDADE AO GLÚTEN?

As alterações relacionadas com o glúten são classificadas de acordo com seu mecanismo imunológico: autoimune, alérgico e aquelas que não são autoimunes ou alérgicas. A doença celíaca (prevalência de 0,5% na população) e a alergia ao trigo (prevalência de 1% na população) são os melhores exemplos de desordens autoimunes e alérgicas relacionadas ao glúten, respectivamente. Assim, quando o glúten causa sintomas gastrointestinais na ausência de doença celíaca ou alergia ao trigo isso é considerado como sensibilidade ao glúten (GS).

A GS é uma condição que não é de natureza alérgica ou autoimune e que pode ser diagnosticada quando um indivíduo possui um sintoma gastrointestinal ou extraintestinal relacionado com a ingesta do glúten que melhora com a sua exclusão e, também, quando a doença celíaca e a alergia ao trigo foram excluídas como mostra o estudo de Catassi e colaboradores de 2013. Mais especificamente, no caso da doença celíaca: testes sorológicos (anticorpo antitransglutaminase e antiendomísio) negativos e biopsia intestinal negativa.

De fato, não é possível fazer um diagnóstico de sensibilidade ao glúten através de marcadores laboratoriais, por isso o diagnóstico é feito apenas por critérios clínicos. A GS é uma hipersensibilidade alimentar mediada pela relação entre antígenos derivados do glúten com uma reação imunológica global, ao contrário da doença celíaca onde o mecanismo é autoimune.

Não se pode confundir, também, a GS com uma intolerância alimentar porque os mecanismos são diferentes.

A intolerância alimentar, com ou sem sintomas gastrointestinais, é uma reação adversa não imunológica que ocorre quando um nutriente não é completamente digerido devido a falta de enzimas digestivas ou ao excesso desse nutriente no trato gastrointestinal como mostram os estudos de Boyce e Fasano. As intolerâncias alimentares mais comuns são a lactose do leite e a fermentados de mono, di e oligossacarídeos que apresentam sintomas diferentes da GS.
O estudo duplo-cego e randomizado de Biesiekierski sugere que mesmo em indivíduos sem a doença celíaca a ingesta do glúten é capaz de deflagrar uma resposta do sistema imune inato ou de “resposta imediata“. Isso é visto através da elevação de marcadores imunológicos e reconhecedores de patógenos como os receptores do tipo Toll (toll-like receptors). Essa resposta imunológica é completamente diferente da observada na doença celíaca que é deflagrada pela resposta imune adaptativa ou de “resposta específica“. É importante notar que a resposta imune inata é a primeira linha de defesa do nosso corpo que depende de sinalizadores químicos ou citocinas e que não confere imunidade a longo prazo. Ao contrário disso, a resposta imune adaptativa observada na doença celíaca estimula a produção de anticorpos que conferem uma resposta imunológica para reações futuras o que explica a característica dessa doença.
O estudo de Catassi mostra que estamos vivendo uma epidemia de doença celíaca e de sensibilidade ao glúten. Entre 2004 e 2010 mais de cinco mil pacientes foram avaliados pelo Centro de Pesquisa para Celíacos na Universidade de Maryland nos EUA. Desses indivíduos, 6% foram classificados como portadores de GS. Em alguns desses indivíduos os sintomas foram semelhantes ao da doença celíaca, no entanto, com maior prevalência dos sintomas extraintestinais como: alterações do humor e do comportamento, dores ósseas e articulares, fadiga crônica e câimbra musculares.

PORQUE A EXPLICAÇÃO PODE ESTAR NA “INVOLUÇÃO” DO TRIGO?

É aparente que as reações ao glúten não são limitadas à doença celíaca e reconhecemos a existência de um largo espectro de desordens relacionados ao glúten. A alta frequência de diversos sintomas e reações adversas relacionadas com a sua ingesta levantam a questão sobre o glúten: por que essa proteína é tóxica para tantos indivíduos no mundo? Uma resposta pode estar na seleção genética pela qual o trigo passou nos últimos 10 mil anos, o que aumentou significativamente a quantidade de glúten no trigo ditado por razões financeiras e não por razões nutricionais.

O trigo é usado pela humanidade há milhares de anos desde a idade média onde se consumia o Triticum mococcum e o T. Dicoccum que continham menores quantidades do peptídeo 33-mer que é “extremamente tóxico para o ser humano“, como citado pelo estudo de Molberg. Esse mesmo estudo analisa a modificação do trigo durante os anos e mostra uma grande diferença desde o trigo Einkorn que era diplóide e possuía 14 cromossomas até o que consumimos hoje, que é o hexaplóide Triticum Aestivum com 42 cromossomas. De forma interessante o estudo ainda mostra diferentes respostas dos linfócitos T intestinais (células de defesa) aos diferentes espécimes do trigo. Assim, podemos analisar que o organismo humano ainda possui diferentes respostas imunológicas e parece ser altamente vulnerável aos efeitos do glúten.

Vale ressaltar que uma alimentação com a exclusão do glúten sem a indicação médica e sem a orientação do nutricionista pode trazer danos à saúde e gerar deficiências nutricionais graves. Além disso, cabe ao profissional da saúde orientar e educar o seu paciente para evitar dietas restritivas e “da moda”, dando ênfase a programas de reeducação alimentar que possam trazer benefícios para a saúde a longo prazo. Essa revisão tem como objetivo possibilitar uma explicação dos fenômenos relacionados com o glúten e expandir nosso conhecimento sobre a sensibilidade ao Glúten. Ainda são necessários maiores estudos e ensaios clínicos randomizados para definir, a longo prazo, os malefícios do glúten em indivíduos não portadores de doença celíaca e alergia ao trigo.

Referencias Bibliográficas:

1 – Biesiekierski J et al. Gluten Causes Gastrointestinal Symptoms in Subjects Without Celiac Disease: A Double-Blind Randomized Placebo-Controlled Trial. The American Journal of Gastroenterology 106, 508-514 (2011) doi:10.1038/ajg.2010.487
2 – Sapone A, Bai JC, Ciacci C, et al. Spectrum of gluten-related disorders: consensus on new nomenclature and classification. BMC Med. 2012;10:13
3 – Catassi C, Bai JC, Bonaz B, et al. Non-Celiac Gluten sensitivity: the new frontier of gluten related disorders. Nutrients. 2013; 5(10):3839-3853.
4 – Boyce JA, Assa’ad A, Burks AW, et al. Guidelines for the Diagnosis and Management of Food Allergy in the United States: Summary of the NIAID-Sponsored Expert Panel Report. J Allergy Clin Immunol. 2010;126(6):1105-1118.
5 – Fasano A, Sapone A, Zevallos V, Schuppan D. Nonceliac glúten sensitivity. Gastroenterology. 2015;148(6):1195-1204.
6 – Sapone A, Lammers KM, Casolaro V, et al. Divergence of gut permeability and mucosal immune gene expression in two gluten-associated conditions: celiac disease and gluten sensitivity. BMC Med. 2011;9:23.
7 – Biesiekierski JR, Newnham ED, Irving PM, Barrett JS, Haines M, Doecke JD, Shepherd SJ, Muir JG, Gibson PR: Gluten causes gastrointestinal symptoms in subjects without celiac disease: a double-blind randomized placebo-controlled trial. Am J Gastroenterol. 2011, 106: 508-514. 10.1038.
8 – Molberg O, Uhlen AK, Jemsen T, Flaete NS, Fleckenstein B, Arentz-Hansen H, Raki M, Lundin KE, Sollid LM: Mapping of gluten T-cell epitopes in the bread wheat ancestors: implications for celiac disease. Gastroenterology. 2005, 128: 393-401. 10.1053/j.gastro.2004.11.003.
9 – Catassi C, Kryszak D, Bhatti B, Sturgeon C, Helzlsouer K, Clipp SL, Gelfond D, Puppa E, Sferruzza A, Fasano A: Natural history of celiac disease autoimmunity in a USA cohort followed since 1974. Ann Med. 2010, 42: 530-538. 10.3109/07853890.2010.514285.
10 – Di Sabatino A, Volta U, Salvatore C, et al. Small amounts of gluten in subjects with suspected nonceliac gluten sensitivity: a randomized, double-blind, placebo-controlled, cross-over Trial. Clin Gastroenterol Hepatol. doi:10.1016 /j.cgh.2015.01.029.

 

 

Dieta paleo previne doenças e reduz a resistência à insulina, diz novo estudo

A alimentação paleolítica, também conhecida como dieta “paleo”, foi popularizada na década de 70 e ficou muito famosa, principalmente, após o lançamento do livro “The Paleo Diet”, publicado em 2002. A dieta paleolítica é uma forma de alimentação baseada na nutrição dos ancestrais do ser humano que viveram antes de 10.000 a.c. Esses indivíduos eram caçadores e coletores que consumiam, especialmente, carnes e vísceras animais, peixes, vegetais, frutas e castanhas. Além disso, outro detalhe é que não havia o cultivo naquela época, já que nossos ancestrais eram nômades.

Existem muitas críticas à alimentação paleolítica, principalmente com relação ao seu nome: “paleolítica “. Isso porque ela não segue exatamente a alimentação ancestral. Muitos dos alimentos contidos na alimentação paleolítica não existiam em 10.000 a.c., como brócolis, couve-flor, repolho e outros que sofreram modificações ao longo dos anos, tornando impossível reproduzir fielmente o que era feito. Por isso, vemos outros nomes e tipos da alimentação paleolítica, mas em sua maioria, seguindo sempre a filosofia da baixa ingesta de carboidratos e de alimentos processados.

Por outro lado, os defensores da dieta paleolítica baseiam-se na teoria que o ser humano moderno não estaria geneticamente adaptado para metabolizar os alimentos industrializados, processados e cultivados. Além disso, outra afirmativa é que a nossa dieta moderna, rica em comidas processadas, gorduras trans e açúcar, é a raiz de doenças como a obesidade, câncer, diabetes, doenças do coração, doenças degenerativas, depressão e infertilidade.

Por milhões de anos, o metabolismo e a fisiologia humana envolvem a retenção de sódio e a excreção de potássio em resposta a uma alimentação que era pobre em sódio e rica em potássio. Com o início da agricultura e a industrialização dos alimentos, houve uma importante queda no consumo diário de potássio contribuindo para o desenvolvimento de diversas doenças. De fato, estudos recentes evidenciam que a alimentação paleolítica é rica em potássio e pobre em sódio, ao contrário da dieta ocidental. Uma revisão de Palmer et al publicada este mês na Mayo Clin Proc (2016) mostra que o consumo de potássio pela nossa população está muito abaixo da recomendação diária, enquanto o consumo de sódio está extremamente elevado.

Diversos estudos mostram que o baixo consumo de potássio está relacionado com diversas doenças, incluindo as cardiovasculares, a litíase renal e a osteoporose. Essa afirmação é ainda validada por outros estudos mostram que a suplementação com potássio tem efeitos favoráveis na redução da pressão arterial, na diminuição do risco do acidente vascular encefálico, na melhora da saúde óssea e na redução do risco de nefrolitíase.

O National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) estimou que entre 2007 e 2008 a ingesta de potássio por homens foi em torno de 3026 mg/d, e em mulheres de 2290 mg/d. Esses valores são substancialmente menores do que os valores diários sugeridos de 4700 mg/d. Essa “deficiência” de potássio é ainda mais notável quando a comparamos com a incrível ingesta dos nossos ancestrais pré-históricos, que era de 15.000 mg/d.

Recentemente, a alimentação paleolítica também mostrou íntima relação com a diminuição da resistência insulínica. Artigo publicado no Annual Meeting of the Endocrine Society evidenciou que uma dieta paleolítica reduziu marcadores relacionados com a resistência insulínica. A autora Caroline Blomquist PhD cita que: “Uma dieta paleolítica parece ter benefícios para a resistência à insulina, efeitos benéficos na perda de peso e na diminuição do risco para doenças cardiovasculares”.

Outro fator muito importante e discutido sobre a alimentação paleolítica é o fato de ser rica em gorduras monoinsaturadas e em Ômega 3 (EPA e DHA), relacionados em estudos com a redução da obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e o câncer. Além disso, alimentação paleolítica é rica na vitamina K2, associada com a prevenção de doenças cardiovasculares, osteoporose e cuja deficiência favorece o envelhecimento.

O que está incluído na dieta paleolítica:

– Vegetais
– Frutas
– Carnes, peixes e ovos
– Nozes, castanhas e sementes
– Gorduras vegetais saudáveis

O que não está incluído:

– Açúcar e alimentos processados
– Trigo e grãos
– Álcool
– Bebidas açucaradas
– Alimentos industrializados

Embora a alimentação paleolítica ofereça todos estes benefícios, devemos alertar que ela não pode ser feita por qualquer pessoa e não deve ser seguida por crianças. A melhor experiência nesta alimentação é a consciência de não comer alimentos processados. Equilibro sempre é o ideal, busque a orientação do seu médico e nutricionista.

Referências:

1 – Biff F. Palmer, MD, and Deborah J. Clegg, PhD. Achieving the Benefits of a High-Potassium, Paleolithic Diet, Without the Toxicity. Mayo Clin Proc. 2016;91(4):496-508
2 – DeSalvo KB, Olson R, Casavale KO. Dietary Guidelines for Americans. JAMA 2016;315(5):457-458.
3 – Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Potassium. In: Dietary Reference Intakes for Water, Potassium, Sodium, Chloride, and Sulfate. Washington, DC: National Academies Press; 2005:186e268.
4 – Cogswell M, Zhang Z, Carriquiry A, et al. Sodium and potassium intakes among US adults: NHANES 2003-2008. Am J Clin Nutr. 2012;96(3):647-657.
5 – Palmer BF. Regulation of potassium homeostasis. Clin J Am Soc Nephrol. 2015;10(6):1050-1060.
6 – Ellison DH, Terker AS. Why your mother was right: how potassium intake reduces blood pressure. Trans Am Clin Climatol Assoc. 2015;126:46-55.
7 – Blomquist C, et al “Beneficial effects on fatty acid composition and indices of fatty acid desaturase activity with a paleolithic-type diet during a two-year intervention in obese postmenopausal women” ENDO 2016; Abstract SUN-575. Endocrine Society

O Poder do Açaí

Quais os benefícios do Açaí para a saúde?

O açaí (Euterpe oleracera) é um fruto com potente ação antioxidante. É composto também de aminoácidos e ácidos graxos essenciais. Um estudo recente de G. Zapata-Sudo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (Brasil), e seus colegas relatam que extratos das sementes de açaí podem exercer um efeito protetor para o coração contra a intolerância ao exercício e à disfunção, como sugerido por um modelo de laboratório de animais.

 

O que os pesquisadores descobriram sobre o açaí?

Os pesquisadores completaram um exercício de corrida com ratos submetidos ao infarto do miocárdio, com os animais, cobrindo uma distância média de 178 metros. A equipe complementou um subconjunto das dietas dos animais com extrato de açaí, e os animais corriam uma distância significativamente maior – de 970 metros. O extrato de semente de açaí também se associou a melhorias na pressão arterial sistólica (que foi prejudicada após infarte do miocárdio). Os autores do estudo concluiram que: “Euterpe oleracea (açaí) em ratos impediu o desenvolvimento de intolerância ao exercício, hipertrofia cardíaca, fibrose, e disfunção.” Mas, é claro, ainda falta repetir o estudo em humanos, mas é uma pesquisa brasileira com uma planta nativa do nosso país e está só no início.

 

Qual a melhor forma de consumir o Açaí?

O consumo usual do açaí misturado ao xarope de guaraná pode ser uma furada, principalmente, para as pessoas que estão em um programa de emagrecimento. Diabéticos também devem evitar fortemente o consumo do açaí com xarope. Para se ter idéia um açaí com xarope de guaraná de 500ml pode chegar a ter incríveis 70g de açucar. Uma boa dica saudável é bater a polpa do açaí, sem o xarope de guaraná, com outras frutas e água. Para os atletas a boa dica é bater a polpa do açaí com suplemento proteico e água. Não vale adicionar açucar! Consulte sempre seu nutricionista.

 

Referências:

Zapata-Sudo G, da Silva JS, Pereira SL, Souza PJ, de Moura RS, Sudo RT. “Oral treatment with Euterpe oleracea Mart. (acaí) extract improves cardiac dysfunction and exercise intolerance in rats subjected to myocardial infarction.” BMC Complement Altern Med. 2014 Jul 8;14(1):227. doi: 10.1186/1472-6882-14-227.

Vinho e Resveratrol

Tomar Vinho é bom ou não para a saúde?

Você sabe qual a quantidade de vinho que faz bem para a saúde? Essa é uma dúvida muito comum das pessoas e muitos profissionais da área da saúde tem dificuldades para estabelecer a dose ideal. Vamos aqui tentar expor quais os últimos estudos sobre o consumo do vinho.

 

O Vinho tem o Resveratrol, certo?

Sim, o resveratrol é um polifenol com potente ação antioxidante e está presente no vinho tinto. O resveratrol está correlacionado com a prevenção de doenças cardiovasculares, câncer de próstata, câncer de pulmão e a mais recente descoberta da melhora da memória devido a sua ação no hipocampo. No entanto, existe uma enorme discussão sobre a quantidade de vinho necessária para se atingir a dose de resveratrol ideal. Portanto, muitos médicos não recomendam o consumo do vinho mas sim o uso do resveratrol na forma manipulada em cápsula.

 

Ok! Mas eu gosto de beber vinho, então qual a dose máxima de Vinho por dia?

Para atingir algum benefício a quantidade ideal de vinho tinto varia de 125 a 300ml ao dia segundo publicado no International Journal of Câncer. Já a quantidade diária mínima seria de 125ml segundo cientistas da Harvard Medical School para que exista algum benefício. Mas lembre-se que o consumo acima de 300ml de vinho tinto pode trazer sérios danos a saúde devido a presença do álcool. Então tenha equilíbrio na suas escolhas, um brinde a nossa saúde!

Tudo sobre as Proteínas

 

Porque as proteínas são tão importante?

São fontes de proteínas as carnes: vermelha magra, frango orgânico, peixes e, principalmente, os ovos (que possuem um dos maiores NPU “Net Protein Utilization” entre os alimentos). Alguns vegetais também são fonte de proteínas: cogumelos e as oleoginosas. O leite e seus derivados também são fontes de proteínas. Esse grupos alimentares são fundamentais para manter a estrutura corporal. Se analisarmos o funcionamento do corpo humano veremos que as proteínas podem ser metabolizadas e convertidas em glicose ou ácidos graxos. Mas o contrário não é possível.. Isso nos mostra como a proteína é fundamental.

 

Quais os benefícios de uma alimentação rica em proteínas:

  1. Aumento de ganho muscular e fortalecimento dos ossos.
  2. Ajuda no emagrecimento, devido a saciedade precoce.
  3. Aumenta os níveis de IGF-1 favorecendo a reestruturação da pele, dos ossos e da musculatura.
  4. Estimula a secreção de hormônios adrenais: Cortisol, DHEA e aldosterona. O que mantém nosso estado de alerta e nos dá maior disposição para executar tarefas do dia-a-dia.
  5. Diminui os picos e níveis de insulina devido ao estado pleno de euglicemia.
  6. Aumenta a conversão dos hormônios tireoidianos T4 e T3, acelerando o metabolismo.
  7. Repõem os níveis de Ferro e Zinco.
  8. Melhora a memória devido a maior secreção do hormônio Pregnenolona.

 

Será que estamos ingerindo proteína suficiente?

infelizmente não, 85% dos brasileiros ainda tem uma dieta rica em Carboidratos e pobre em proteínas… Não estaria na hora de mudar?

 

E a suplementação de proteína nos atletas?

Você sabe qual é o consumo ideal diário de proteínas por atletas e pessoas com objetivo de ganho muscular? A ingesta diária para esse grupo deve variar entre 1,5 e 2g de proteína por Kg de peso. Sempre de preferência aos alimentos ricos em proteínas como as carnes e o ovo, 100g de qualquer carne de origem animal tem entre 20 a 30g de proteína. Já os suplementos proteicos artificiais (whey protein) devem ser usados com moderação com orientação do nutricionista.

Lembre-se que não existem evidências de que um valor acima do recomendado de proteína traga benefícios.. Pelo contrário problemas renais sérios podem ocorrer como a fibrose glomerular devido ao alto fluxo sanguíneo e hipertrofia levando a quadros de insuficiência renal. Se você não pratica exercícios sua ingesta proteica não deve ultrapassar 1,2g de proteína por Kg ao dia. Hipertensos e diabéticos não devem fazer uso de suplementos devido a alta quantidade de cloreto de sódio e glicose presente na maioria das formulações.. Por isso, fique atento! Tenha bom senso, acompanhamento e equilíbrio na sua alimentação.

Tudo sobre o Açucar

O vilão da saúde mundial chama-se: AÇUCAR!

Poderíamos escrever aqui mais de 1000 linhas falando sobre os malefícios do açúcar e sobre os riscos do diabetes. Ao invés disso, prefiro dar boas razões baseadas em estudos científicos para você diminuir o consumo açúcar. Aqui vamos nós:

  1.  O Açúcar NÃO é alimento, possui baixo valor nutricional e destrói vitaminas para ser processado.
  2. Não é um “alimento“ essêncial para o ser humano (são apenas 8 aminoácidos e 2 ácidos graxos que nosso corpo não é capaz de produzir).
  3. Gera uma resposta inflamatória silenciosa no organismo devido a glicação excessiva ativando NF-KB.
  4. Aumenta a Insulina em níveis supra fisiológicos gerando inibição do hormônio do crescimento diminuindo ação do sistema imune.
  5. Acelera o envelhecimento devido ao aumento da relação CO2/O2 mitocondrial.
  6. Causa euforia excessiva, compulsão e sensação de bem estar semelhante a cocaína.
  7. Nos deixa com humor alterado devido ao súbito aumento de insulina e adrenalina na corrente sangüínea.
  8. Causa a disfunção multi orgânica no pâncreas, rins, endotélio dos vasos e coração.

 

 

 

Mas é possível não consumir açúcar?

Praticamente impossível.. Infelizmente mais de 90% dos produtos industrializados possuem açúcar na composição. Mas podemos diminuí-lo, certo? Evitar produtos com muito açúcar, confeitados, doces e, principalmente, pararmos de adicionar açúcar nas bebidas e nos alimentos já seria um bom começo.

 

Dados relacionados ao consumo excessivo do açucar são preocupantes.

Estima-se que 1/3 da população com mais de 20 anos nos EUA seja pré-diabético. Para quem não sabe essa condição acontece nas pessoas com exame de glicose em jejum entre 100 a 125mg/dl ou hemoglobina glicada entre 5,7 a 6,4% e esse grupo possui um risco muito maior para o desenvolvimento da Diabetes. Para se avaliar a gravidade dessa situação um estudo recente mostrou que ser pré-diabético aumenta o risco do desenvolvimento de câncer endometrial, fígado, estômago e do cólon. O pior é que apenas 10% dos pré-diabéticos sabem que possuem essa condição, por isso, faz-se importante a avaliação de rotina com um médico.

 

Excesso de açucar é pior que gordura para o coração!

Existe uma grande preocupação com a GORDURA e o aumento de doenças cardiovasculares. Sim, é verdade que o aumento descontrolado do colesterol e a obesidade são grandes fatores de risco para o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral. No entanto, pesquisas recentes mostram, também, que o excesso de AÇÚCAR esta diretamente relacionado com aumento de morte por doenças cardiovasculares. Estudo publicado no Fronline Medical News mostrou que um o aumento de apenas 1% na hemoglobina glicada significa aumentar em 25% o risco de morte cardiovascular. E você o que acha? Consegue saber a quantidade de açúcar que você comeu hoje? Lembre-se que o açucar está presente em muitos produtos industrializados que não imaginamos como, por exemplo, o presunto e a lingüiça!

 

E o índice glicêmico importa?

O índice glicêmico (IG) nos oferece, resumidamente, a informação de como um alimento pode afetar os níveis de glicose e insulina na nossa corrente sangüínea. Então, quanto menor o IG de um alimento menor será a elevação da glicose e da insulina no sangue, o que na teoria seria o ideal.  Atualmente, uma dieta dita “saudável” é de fato muito influenciada pelo baixo IG… No entanto, o assunto é muito controverso na literatura. O próprio site de Harvard (um dos maiores centros de pesquisa do mundo) afirma que dieta com baixo IG é o ideal para manter uma vida saudável e até oferece uma tabela com os alimentos… Mas ao mesmo tempo e, para nossa surpresa, pesquisas mais recentes não mostram essa vantagem. Um novo estudo de Harvard mostra que uma dieta modificada para ter um baixo IG não melhorou a sensibilidade insulínica, o colesterol ou pressão arterial em adultos com sobrepeso quando comparado com uma dieta com alto IG. Esse estudo foi publicado no prestigiado jornal JAMA. Isso nos traz a reflexão de que “Carboidrato é sempre Carboidrato” e de fato uma dieta deve ser equilibrada nesse nutriente, seja ela qual for, isso trará benefícios. Obvio que em um paciente diabético, por exemplo, a recomendação de uma dieta com baixo IG parece ser o ideal, mas isso não me parece valer, por exemplo, para uma pessoa saudável. Por isso, sempre fundamental acompanhamento médico e com nutricionista.

 

Quais fontes de açucar devo escolher para consumo eventual?

  1. Açucar do coco (manose)
  2. Açucar demerara
  3. Agave
  4. Mel

Adoçantes Artificiais

Adoçantes artificiais: aliados ou vilões?

O consumo de adoçantes artificiais no mundo tem crescido com uma velocidade incrível.. Sendo, entre eles, os mais conhecidos: Aspartame (200x mais doce que o açúcar), Sucralose (600x mais doce que o açúcar) e o Ciclamato (50x mais doce que açúcar)

A indústria de alimentos utiliza cada vez mais essas substâncias, principalmente, com o objetivo ou o slogan de ser “diet” ou “zero açúcar”. Produtos esses muito procurados por pessoas preocupadas com a alimentação, em dietas com restrição de açúcares e praticantes de exercícios físicos.

E é verdade! Quantos de nós aqui damos preferências a alimentos 0% açúcar com adoçantes?

Será que estamos fazendo um bem a nossa saúde ou estamos ingerindo substâncias perigosas que podem aumentar o risco de desenvolvermos doenças?

Primeiro precisamos entender melhor como o nosso organismo utiliza o açúcar (glicose): nossas células utilizam como fonte de energia a glicose que é quebrada, através dos mecanismos intracelulares de glicolise aeróbia e anaeróbia formando, assim, uma molécula chamada ATP (trifosfato de adenosina) que é usada como combustível em todos os processos biológicos das nossas células. Resumindo, sem açúcar (glicose) não há vida celular. Ele é o principal combustível das nossas células. Nosso cérebro e nossos músculos consumem uma grande quantidade de glicose, para isso temos alguns hormônios (em específico a Insulina e o Glucagon) que realizam o controle e equilíbrio perfeito da quantidade sanguínea e intracelular de glicose.

 

O que acontece quando ingerimos adoçantes artificiais?

Quando ingerimos adoçantes artificiais, diminuímos a ingesta de glicose e consumimos mais o estoque reserva de glicose muscular e hepática (glicogênio). Dessa forma, com “menos glicose“ favorecemos outras vias para a produção do ATP que são da proteinólise e lipólise oxidativas, ou seja, quebramos gordura e proteína para produção de energia. O resultado efetivo é a perda de peso já que consumimos mais “gordura“, o uso dos adoçantes, portanto, é muito recomendado para quem é sobrepeso ou obeso e quer perder calorias através da dieta.

No entanto, existem evidências contrárias a essa recomendação, ou seja, que o uso dos adoçantes possa aumentar o ganho de peso e a obesidade. A explicação é que temos no cérebro receptores que controlam o nosso desejo de comer açúcar e quando devemos parar, quando ingerimos alimentos com adoçantes artificiais esse mecanismo não acontece.. Nossos receptores cerebrais, que controlam o apetite, ávidos por glicose acabam por não receber nada. Assim comemos, comemos e comemos.. Apesar de não comermos açúcar acabamos ingerindo muito mais do que precisamos pois “enganamos“ o nosso cérebro com os adoçantes e o estímulo para ingerir glicose aumenta.. Baseando-se nessa teoria, ao invés de estarmos perdendo peso com o uso dos adoçantes artificiais estaríamos na verdade ganhando peso!

 

Diabéticos devem evitar adoçantes?

Outro grande problema que poderia ser causado pelo consumo de adoçantes artificiais é o surgimento da Diabetes. O estímulo para secreção de insulina (hormônio que controla os níveis de glicose no sangue) pelo pâncreas ocorre quando os níveis de glicose no sangue aumentam (a insulina “retira“ a glicose do sangue e realiza a sua entrada nas células). Quando não ingerimos glicose mas sim adoçantes artificiais os níveis de insulina poderiam ficar descontrolados e não sendo eficientes quando ingerirmos glicose. propiciando, assim, o surgimento da Diabetes.

Ainda mais triste é saber que os adoçantes artificias são fabricados a partir do milho e da soja que na maioria dos casos são trangênicos, alguns deles derivam até do petróleo!

Outro fato perturbador é que a indústria alimentar, devido a pressão governamental, principalmente nos EUA e na Europa, está retirando os adoçantes artificias conhecidos dos alimentos. No entanto, eles estão substituindo os já conhecidos por outros que estão “escondidos” nas formulações com nomes que não conseguimos identificar… Então não sabemos nem se o que estamos comprando no mercado para nossa família tem ou não adoçantes.. Parou para pensar nisso?
E agora, devemos parar de consumir adoçantes?

Isso será quase impossível, a não ser que sua alimentação seja 100% sem alimentos industrializados. Uma boa dica é sempre ler com atenção a tabela nutricional dos alimentos que compramos no mercado. Podemos optar por alimentos naturais e orgânicos ou alimentos 0% açúcar mas 0% adoçantes também.

Os benefícios da Melancia

Como a Melancia pode trazer benefícios para saúde?

A melancia é o fruto da planta citrullus lanatus de origem africana que foi trazida para o Brasil no século XVI. Ela possui um alto teor de água (em torno de 90%) e é, também, uma das maiores frutas que conhecemos chegando a ter até 150cm de diâmetro. A melancia é rica em Citrulina um aminoácido não protêico que impulsiona a formação de outros dois aminoácidos: Arginina e a Ornitina.

 

Você sabia que a Citrulina tem relação com melhora da disfunção sexual?

A Citrulina participa do ciclo de formação do óxido nítrico (um potente vasodilatador) que estimula a via cGMP, ou seja, atua no mesmo mecanismo de medicamentos para disfunção erétil como o Viagra, por exemplo, que é inibidor da PDE5.

 

Quais são todos os benefícios da Melancia?

  1. A melancia é rica em vitaminas do complexo B (Niacina, Riboflavina e Tiamina).
  2. Possui altas concentrações de Vitamina A e C
  3. Rica em Ferro, Cálcio, Fósforo e Potássio.
  4. Rica em Citrulina capaz de reduzir a fadiga muscular em exercícios aeróbicos prolongados.
  5. Capaz de aumentar os níveis de hormônio de crescimento em atletas. ✅
  6. Influência os mecanismos de formação e reparação muscular positivamente através da via mTOR
  7. Capaz de reduzir a pressão arterial de pacientes hipertensos pela vasodilatação causada pelo aumento da arginina e consequente formação de óxido nítrico.
  8. Possui propriedade hidratante por ser rica em água e ter concentrações equilibradas de carboidratos.
  9. Capaz de estimular a ereção graças a Citrulina podendo ser usada na disfunção erétil sendo muito eficiente.

 

Mas como eu tenho esses benefícios?

Hipertensos devem consumir 2-3 porções ou sucos da fruta ao dia. Para disfunção erétil o ideal é a suplementação com Citrulina de conforme orientação médica. Para aumento da performance esportiva a suplementação deve ser feita com doses maiores de Citrulina de preferência uma hora antes do treino mas sempre com o acompanhamento do nutricionista.

Dieta Vegetariana

Quais os benefícios da alimentação vegetariana?

Sim, está cientificamente comprovado que ser vegetariano previne as doenças cardiovasculares, o envelhecimento precoce e até o câncer. Vamos primeiro aos conceitos:

  1. Semi vegetariano: consome carne branca, normalmente de peixe.
  2. Vegetariano: Não consome carne animal. O mais comum é o ovo-lacto-vegetariano que consome ovos, leite e seus derivados.
  3. Vegetariano estrito: não consome nenhum derivado animal na alimentação.
  4. Vegano: não utilizam nada de origem animal – nem na alimentação, nem em produtos, roupas etc. Questão ética.
  5. Crudívoro: consome apenas alimentos crus ou, também chamados, alimentos vivos

 

Vegetarianos podem ter deficiências nutricionais?

A afirmativa de que vegetarianos podem ter deficiência de cálcio é um mito. Os vegetais de folhas escuras são ricos em cálcio sendo, inclusive, melhor absorvido que o cálcio do leite. O mesmo vale para a vitamina C: a alimentação vegetariana é rica nas vitaminas C, E, K e ácido fólico.

Já a deficiência de Vitamina B12 é uma realidade para os vegetarianos. A B12 é encontrada em alimentos de origem animal e é fundamental para a formação das hemácias e para função cerebral. Porém, é possível dosar a B12 em exame de sangue e a reposição é simples. Outra prevalente é deficiência de Ômega 3: os ácidos graxos DHA e EPA são essenciais. Presentes apenas nos peixes e crustáceos. Porém, o ALA é conseguido na linhaça e chia, sendo convertida em parte para EPA E DHA. Outra possibilidade é a deficiência de ferro/baixo estoque de ferritina: as carnes possuem o ferro do grupo heme, sendo a forma de absorção mais rápida. No entanto, o consumo de vegetais verde-escuros juntamente com vitamina C, contribui para a transformação do ferro não heme (vegetal) em ferro heme pelo organismo. Assim, um exame de sangue pode facilmente orientar a conduta médica e nutricional.

 

O que é ser Vegetariano?

Ser vegetariano é ter um estilo de vida que se preocupa com a sustentabilidade, com o planeta, com os animais, respeitando a vida. Respeite seu organismo, sua visão de mundo, mas nunca se esqueça do acompanhamento com médico e nutricionista para a saúde plena.

Dieta Cetogênica

Você conhece a alimentação Keto ou Cetogênica?

Primeiro precisamos entender quais são os tipos de dieta Cetogênica:

  1. Cetogênica clássica -> consiste no consumo de 75% a 80% de alimentos ricos em gordura e o restante de proteínas e carboidratos. Usada desde 1921 pela conceituada Mayo Clinic para tratar epilepsia.
  2. Cetogênica Atkins -> diferente da clássica o consumo de alimentos ricos em gordura é de 65%, permite maior consumo de proteínas e até 20g carboidratos. Usada pela equipe do hospital Johns Hopkins.
  3. Cetogênica TCM -> consiste no consumo de menor quantidade de alimentos ricos em gordura, maiores proporções de proteína e carboidratos. Isso graças ao consumo de pelo menos 50 a 60% de óleos ricos em triglicérides de cadeia média como o óleo de coco extra virgem.

 

A dieta cetogênica pode ser usada para tratar a epilepsia?

Diversos estudos comprovam a eficácia para tratamento da epilepsia em crianças e adultos. É usada por centros na Europa e nos EUA. Mas deve sempre ser feita sob supervisão médica.

 

Pode ser usada no tratamento do câncer?

Em todo mundo centros médicos associam essa alimentação aos pacientes com câncer. Isso se deve ao fato da célula cancerígena utilizar apenas glicose (carboidrato) e glutamina (proteína) para sua sobrevivência.

 

A dieta cetogênica pode fazer mal e até causar cetoacidose?

A dieta cetogênica personalizada feita com indicação por um nutricionista não causa cetoacidose. O que ocorre é a cetose, ou seja, aumento da dos corpos cetônicos (acetona, ácido acetoacético e hidroxibutirato). Esse mecanismo é fisiológico e não traz risco ao paciente. No entanto, diabéticos devem evitar a alimentação cetogênica sem orientação médica.

 

A dieta cetogênica é a alimentação mais saudável?

Como a Paleo, a cetogênica não é uma alimentação sustentável devido aos altos custos. Além disso, ela favorece a degradação do meio ambiente e uso de cativeiros (ex: criações de salmão). Dessa forma, ela não deveria ser feita por qualquer pessoa. É comum, em alguns casos, ocorrer constipação intestinal, litíase renal, diminuição crescimento em crianças e elevação do ácido úrico. A alimentação cetogênica deve ser feita apenas com objetivos específicos e sempre com acompanhamento médico e do nutricionista. Tenha sempre equilíbrio nas suas escolhas!