Tudo sobre o Açucar

O vilão da saúde mundial chama-se: AÇUCAR!

Poderíamos escrever aqui mais de 1000 linhas falando sobre os malefícios do açúcar e sobre os riscos do diabetes. Ao invés disso, prefiro dar boas razões baseadas em estudos científicos para você diminuir o consumo açúcar. Aqui vamos nós:

  1.  O Açúcar NÃO é alimento, possui baixo valor nutricional e destrói vitaminas para ser processado.
  2. Não é um “alimento“ essêncial para o ser humano (são apenas 8 aminoácidos e 2 ácidos graxos que nosso corpo não é capaz de produzir).
  3. Gera uma resposta inflamatória silenciosa no organismo devido a glicação excessiva ativando NF-KB.
  4. Aumenta a Insulina em níveis supra fisiológicos gerando inibição do hormônio do crescimento diminuindo ação do sistema imune.
  5. Acelera o envelhecimento devido ao aumento da relação CO2/O2 mitocondrial.
  6. Causa euforia excessiva, compulsão e sensação de bem estar semelhante a cocaína.
  7. Nos deixa com humor alterado devido ao súbito aumento de insulina e adrenalina na corrente sangüínea.
  8. Causa a disfunção multi orgânica no pâncreas, rins, endotélio dos vasos e coração.

 

 

 

Mas é possível não consumir açúcar?

Praticamente impossível.. Infelizmente mais de 90% dos produtos industrializados possuem açúcar na composição. Mas podemos diminuí-lo, certo? Evitar produtos com muito açúcar, confeitados, doces e, principalmente, pararmos de adicionar açúcar nas bebidas e nos alimentos já seria um bom começo.

 

Dados relacionados ao consumo excessivo do açucar são preocupantes.

Estima-se que 1/3 da população com mais de 20 anos nos EUA seja pré-diabético. Para quem não sabe essa condição acontece nas pessoas com exame de glicose em jejum entre 100 a 125mg/dl ou hemoglobina glicada entre 5,7 a 6,4% e esse grupo possui um risco muito maior para o desenvolvimento da Diabetes. Para se avaliar a gravidade dessa situação um estudo recente mostrou que ser pré-diabético aumenta o risco do desenvolvimento de câncer endometrial, fígado, estômago e do cólon. O pior é que apenas 10% dos pré-diabéticos sabem que possuem essa condição, por isso, faz-se importante a avaliação de rotina com um médico.

 

Excesso de açucar é pior que gordura para o coração!

Existe uma grande preocupação com a GORDURA e o aumento de doenças cardiovasculares. Sim, é verdade que o aumento descontrolado do colesterol e a obesidade são grandes fatores de risco para o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral. No entanto, pesquisas recentes mostram, também, que o excesso de AÇÚCAR esta diretamente relacionado com aumento de morte por doenças cardiovasculares. Estudo publicado no Fronline Medical News mostrou que um o aumento de apenas 1% na hemoglobina glicada significa aumentar em 25% o risco de morte cardiovascular. E você o que acha? Consegue saber a quantidade de açúcar que você comeu hoje? Lembre-se que o açucar está presente em muitos produtos industrializados que não imaginamos como, por exemplo, o presunto e a lingüiça!

 

E o índice glicêmico importa?

O índice glicêmico (IG) nos oferece, resumidamente, a informação de como um alimento pode afetar os níveis de glicose e insulina na nossa corrente sangüínea. Então, quanto menor o IG de um alimento menor será a elevação da glicose e da insulina no sangue, o que na teoria seria o ideal.  Atualmente, uma dieta dita “saudável” é de fato muito influenciada pelo baixo IG… No entanto, o assunto é muito controverso na literatura. O próprio site de Harvard (um dos maiores centros de pesquisa do mundo) afirma que dieta com baixo IG é o ideal para manter uma vida saudável e até oferece uma tabela com os alimentos… Mas ao mesmo tempo e, para nossa surpresa, pesquisas mais recentes não mostram essa vantagem. Um novo estudo de Harvard mostra que uma dieta modificada para ter um baixo IG não melhorou a sensibilidade insulínica, o colesterol ou pressão arterial em adultos com sobrepeso quando comparado com uma dieta com alto IG. Esse estudo foi publicado no prestigiado jornal JAMA. Isso nos traz a reflexão de que “Carboidrato é sempre Carboidrato” e de fato uma dieta deve ser equilibrada nesse nutriente, seja ela qual for, isso trará benefícios. Obvio que em um paciente diabético, por exemplo, a recomendação de uma dieta com baixo IG parece ser o ideal, mas isso não me parece valer, por exemplo, para uma pessoa saudável. Por isso, sempre fundamental acompanhamento médico e com nutricionista.

 

Quais fontes de açucar devo escolher para consumo eventual?

  1. Açucar do coco (manose)
  2. Açucar demerara
  3. Agave
  4. Mel

Adoçantes Artificiais

Adoçantes artificiais: aliados ou vilões?

O consumo de adoçantes artificiais no mundo tem crescido com uma velocidade incrível.. Sendo, entre eles, os mais conhecidos: Aspartame (200x mais doce que o açúcar), Sucralose (600x mais doce que o açúcar) e o Ciclamato (50x mais doce que açúcar)

A indústria de alimentos utiliza cada vez mais essas substâncias, principalmente, com o objetivo ou o slogan de ser “diet” ou “zero açúcar”. Produtos esses muito procurados por pessoas preocupadas com a alimentação, em dietas com restrição de açúcares e praticantes de exercícios físicos.

E é verdade! Quantos de nós aqui damos preferências a alimentos 0% açúcar com adoçantes?

Será que estamos fazendo um bem a nossa saúde ou estamos ingerindo substâncias perigosas que podem aumentar o risco de desenvolvermos doenças?

Primeiro precisamos entender melhor como o nosso organismo utiliza o açúcar (glicose): nossas células utilizam como fonte de energia a glicose que é quebrada, através dos mecanismos intracelulares de glicolise aeróbia e anaeróbia formando, assim, uma molécula chamada ATP (trifosfato de adenosina) que é usada como combustível em todos os processos biológicos das nossas células. Resumindo, sem açúcar (glicose) não há vida celular. Ele é o principal combustível das nossas células. Nosso cérebro e nossos músculos consumem uma grande quantidade de glicose, para isso temos alguns hormônios (em específico a Insulina e o Glucagon) que realizam o controle e equilíbrio perfeito da quantidade sanguínea e intracelular de glicose.

 

O que acontece quando ingerimos adoçantes artificiais?

Quando ingerimos adoçantes artificiais, diminuímos a ingesta de glicose e consumimos mais o estoque reserva de glicose muscular e hepática (glicogênio). Dessa forma, com “menos glicose“ favorecemos outras vias para a produção do ATP que são da proteinólise e lipólise oxidativas, ou seja, quebramos gordura e proteína para produção de energia. O resultado efetivo é a perda de peso já que consumimos mais “gordura“, o uso dos adoçantes, portanto, é muito recomendado para quem é sobrepeso ou obeso e quer perder calorias através da dieta.

No entanto, existem evidências contrárias a essa recomendação, ou seja, que o uso dos adoçantes possa aumentar o ganho de peso e a obesidade. A explicação é que temos no cérebro receptores que controlam o nosso desejo de comer açúcar e quando devemos parar, quando ingerimos alimentos com adoçantes artificiais esse mecanismo não acontece.. Nossos receptores cerebrais, que controlam o apetite, ávidos por glicose acabam por não receber nada. Assim comemos, comemos e comemos.. Apesar de não comermos açúcar acabamos ingerindo muito mais do que precisamos pois “enganamos“ o nosso cérebro com os adoçantes e o estímulo para ingerir glicose aumenta.. Baseando-se nessa teoria, ao invés de estarmos perdendo peso com o uso dos adoçantes artificiais estaríamos na verdade ganhando peso!

 

Diabéticos devem evitar adoçantes?

Outro grande problema que poderia ser causado pelo consumo de adoçantes artificiais é o surgimento da Diabetes. O estímulo para secreção de insulina (hormônio que controla os níveis de glicose no sangue) pelo pâncreas ocorre quando os níveis de glicose no sangue aumentam (a insulina “retira“ a glicose do sangue e realiza a sua entrada nas células). Quando não ingerimos glicose mas sim adoçantes artificiais os níveis de insulina poderiam ficar descontrolados e não sendo eficientes quando ingerirmos glicose. propiciando, assim, o surgimento da Diabetes.

Ainda mais triste é saber que os adoçantes artificias são fabricados a partir do milho e da soja que na maioria dos casos são trangênicos, alguns deles derivam até do petróleo!

Outro fato perturbador é que a indústria alimentar, devido a pressão governamental, principalmente nos EUA e na Europa, está retirando os adoçantes artificias conhecidos dos alimentos. No entanto, eles estão substituindo os já conhecidos por outros que estão “escondidos” nas formulações com nomes que não conseguimos identificar… Então não sabemos nem se o que estamos comprando no mercado para nossa família tem ou não adoçantes.. Parou para pensar nisso?
E agora, devemos parar de consumir adoçantes?

Isso será quase impossível, a não ser que sua alimentação seja 100% sem alimentos industrializados. Uma boa dica é sempre ler com atenção a tabela nutricional dos alimentos que compramos no mercado. Podemos optar por alimentos naturais e orgânicos ou alimentos 0% açúcar mas 0% adoçantes também.